archive-am.com » AM » S » SOMA.AM

Total: 905

Choose link from "Titles, links and description words view":

Or switch to "Titles and links view".
  • As Relíquias de Luísa Ritter
    pelo convívio diário com os outros artistas com quem divido o ateliê um empurra o outro Um ponto forte do seu trabalho é a reflexão subjetiva do seu mundo interior na reutilização de fotos antigas de família É a partir delas que você recria imagens deformadas da realidade Foi procurando em minhas referências que encontrei um mundo muito rico de imagens fotos e filmes em Super 8 produzidos ao longo da vida pela minha família Vejo o tempo passado como relíquias Hoje são poucas as coisas que resistem ao tempo Essas raridades do passado me fascinam Não tanto como algo saudosista mas para poder reutilizar de uma nova forma mais criativa resgatar um lado mais orgânico Levo as antigas fotografias como inspiração para criar fotografando e filmando de forma experimental com câmeras analógicas e em Super 8 Resgato essas lembranças que vejo nas fotos de uma forma quase cronológica É uma experiência de resgatar o passado Quem dera poder voltar no tempo com toda essa bagagem já vivida Certamente iríamos deixar mais lembranças de momentos bem vividos registrando os mesmos passos para serem vistos no futuro Ao mesmo tempo que têm características expressionistas as suas pinceladas retomam também o Impressionismo tanto na textura como na composição de cores Como é essa relação com as duas escolas artísticas Para mim é impossível não ter visionários como eles entre minhas principais referências assim como os pré rafaelitas e os pós impressionistas Os expressionistas manifestavam se ao mostrar subjetivamente a natureza e o ser humano priorizando os sentimentos Com uma visão metafísica que defendia uma liberdade individual deformando a realidade uma abertura ao mundo interior Foi naturalmente que encontrei essas duas escolas A cultura que veio dos primeiros imigrantes alemães permaneceu com o tempo nos costumes e hábitos de toda uma região do Sul do Brasil que trouxe na bagagem acontecimentos históricos vividos na Europa À medida que fui desenvolvendo e avançando o meu desenho cada vez mais acentuava os traços dessa herança cultural Você sempre fala sobre a importância de sua herança cultural e do convívio com a natureza em Montenegro cidade próxima a Porto Alegre na concepção de suas telas Eu cresci sabendo a história do meu estado Era algo muito vivo nas famílias nas escolas aprender a cantar o hino rio grandense e a história do Rio Grande do Sul fazia parte da educação Nasci e cresci numa cidade com forte influência alemã com pequenas colônias de imigrantes no interior onde minha família viveu Até os oito anos de idade o meu avô paterno só falava alemão Era comum nos dois lados da família ouvir pequenas palavras do dialeto tanto no Ritter como no Zimmer Os imigrantes europeus deram uma importante contribuição à formação do gaúcho A ética do trabalho o cultivo da terra os vários pratos da nossa culinária cucas pão bolo doce com schimier doce de frutas e nata e na salada com maionese que acompanha um verdadeiro churrasco gaúcho com costela de gado e uma bela ovelha

    Original URL path: http://www.soma.am/noticia/as-reliquias-de-luisa-ritter (2012-12-22)
    Open archived version from archive

  • Koudlam . O Mundo Não é o Bastante
    um desvio muito grande Na época estava convencido de que a minha carreira artística funcionaria melhor na pintura Mas me dei conta de que sem dúvidas eu era melhor nas melodias e no canto que eu devia fazer só isso Como Serge Gainsbourg já havia feito antes Koudlam deixou de lado os pincéis para abraçar uma arte menor O talento da composição que ele evoca modestamente conta muito para o sucesso de seu diálogo com imagens e paisagens talvez ainda mais que a performance dos instrumentos eletrônicos que usa Seu desejo atualmente é ser ouvido pelo máximo possível de pessoas e de abrir novos horizontes a todos uma ilusão que ele endossa com espírito cavalheiresco A dimensão monumental me agrada mas acho que a minha música é de fácil acesso Muitas das minhas canções são bastante universais leves e envolventes Goodbye seu disco mais bem finalizado até hoje prova que ele tem razão de amplitude e clareza raras ouvimos esse disco como se estivéssemos sonhando com um mundo outro que devemos re povoar juntos Live At Teotihuacan Quando comecei fazer música eletrônica comprei um monte de máquinas enormes samplers sintetizadores mesas de mixagem Quando vieram os plug ins e o PC se tornou um home studio por si só eu nem hesitei em vender meu antigo material Eu perdia na qualidade do som mas ganhava na liberdade de movimentos o que pra mim é o mais importante Um segundo momento fundador é seu encontro com Arthur Peschaud um ano antes da criação da Pan European Recording Fiel a sua primeira intuição Peschaud publica o ep vinil Live At Teotihuacan como primeira referência da gravadora lançada em 2008 No mesmo ano os violinos sintéticos ansiosos de See You All encontram um lugar digno na trilha original do filme Un Prophète 2009 obra prima de Jacques Audiard que recebeu muitas premiações Koudlam continua no entanto a cultivar sua singularidade alheio aos efeitos de modas e clãs escapando de todos os atalhos estéticos ou geográficos Não me considero um artista parisiense nem mesmo francês Trabalho em Paris há alguns anos mas meu coração e minha cultura não são daqui Eu me sinto mais em casa na África Ocidental no México ou nos Alpes Franceses que em Paris ainda que eu goste muito desta cidade Esse nomadismo materializado é a chave para entender o impacto de suas criações Se ele se furta de exibir uma atitude reacionária em vista da tecnologia não há culto ao sintetizador vintage o que faz dele uma exceção até mesmo em sua gravadora furta se também de chafurdar nas facilidades permitidas por ela Quando comecei a fazer música eletrônica comprei um monte de máquinas enormes samplers sintetizadores mesas de mixagem Quando vieram os plug ins e o PC se tornou um home studio por si só eu nem hesitei em vender meu antigo material Eu perdia na qualidade do som mas ganhava na liberdade de movimentos o que pra mim é o mais importante Tirando o melhor do nomadismo

    Original URL path: http://www.soma.am/noticia/koudlam-o-mundo-nao-e-o-bastante (2012-12-22)
    Open archived version from archive

  • Entrevista: Brendan Canning, do Broken Social Scene
    mundo em estúdio ao mesmo tempo gravamos parte por parte Mas vocês não compõem juntos Sim alguns de nós mas não oito pessoas tentando compor uma música Diferentes formações da banda compõem cada música Como vocês encontram e escolhem os artistas convidados para gravar Temos algumas ideias e pensamos em alguém que se encaixe com elas ou então um de nós escolhe de fato uma pessoa para tocar em determinada música Por exemplo tem o Doug McComb do Tortoise que assobia em uma das músicas do disco o Eric Claridge do The Sea and Cake toca baixo nessa mesma música mesmo a gente tendo cinco baixistas na banda E essas participações simplesmente acontecem não são super planejadas e tal Sim nós convidamos as pessoas a participar ou então tocamos parte de uma música para alguém e a pessoa de repente tem uma boa ideia para ela E o mesmo aconteceu com o Sam Prekop que canta em uma faixa do disco Sim Nós gravamos o disco com o John McEntire que é o líder do Sea and Cake e o Sam aparecia de vez em quando no estúdio e saíamos para jantar A música já estava escrita e o Kevin Drew queria que o Sam cantasse nela e aí rolou E como foi gravar o disco com o John McEntire Foi ótimo ele é legal E começamos uma relação com ele Ele teve a habilidade de nos deixar livres no estúdio como sempre gostamos de estar nos deu várias salas e espaço suficiente para tentarmos diferentes ideias que pareciam não ter sentido no começo mas no final poderiam ser peças que estavam faltando no quebra cabeça Ele foi incrível nisso nos deixou muito à vontade De onde veio a ideia dos discos solo Acho que foi uma necessidade de ter alguém que pudesse dizer ok dessa forma está bom Eu e o Kevin Drew não tocamos em nenhuma outra banda então foi um trabalho somente entre ele o Justin Peroff e eu Nenhum de nós três tinha discos próprios Do que você mais gosta no BSS Acho que das várias personalidades E do fato de o show ser diferente em relação ao álbum O disco pode soar sério mas acho que o show não chega nem perto dessa seriedade é uma celebração vai por um caminho diferente Que bandas você está ouvindo agora Eu compro bastante coisa de bandas antigas mas gosto das novas também Comprei o disco da Budos Band outro dia gosto do Michael Leonheart and The Avramina 7 que foi lançado pelo selo Truth Soul que faz um som meio estranho funkeado gosto bastante Tem também o Atlas Sound projeto solo do cara do Deerhunter Quando vocês tocam em festivais você tenta ver as outras bandas e conhecer novos artistas Sim Em 2010 vi uma banda da qual gosto muito Here We Go Magic eles são na verdade uma das bandas novas favoritas Tocamos juntos em alguns festivais Eu vi o Cypress Hill foi divertido Pavement também

    Original URL path: http://www.soma.am/noticia/entrevista-brendan-canning-do-broken-social-scene (2012-12-22)
    Open archived version from archive

  • Doncesão . Sejam Bem Vindos Ao Meu Circo
    a ver com o Elo da Corrente Ainda tem o Pizol e o Dr Caligari que são meus parceiros da 360 Graus O Ogi e o Rodrigo Brandão fazem o encerramento com O Show Já Terminou O Mi e o Elliot da Banda Glória são meus amigos de infância e as ideias surgiram de forma natural Foi muito legal e importante esse trabalho com os amigos Você brinca com os títulos e os personagens de uma maneira muito original relacionando as atrações circenses com o cotidiano Fale um pouco sobre essa analogia Contar história em primeira pessoa é legal emociona É como um filme você vê o que a pessoa tá vivendo e acaba sentindo um pouco também Quando a criancinha fala no começo do disco e vem a música dos malabares você já imagina a criança no farol e toda a evolução dela O personagem traz a imagem na cabeça da pessoa e eu dou a minha visão em cima Às vezes combina às vezes conflita E a ideia era relacionar esses personagens de uma maneira diferente sem ser óbvio Como o mágico que é aquela coisa que sempre dá certo consegue atos espetaculares Na música é uma coisa mais sofrida de ser um herói da vida real Ou o palhaço que já remete a brincadeira tem uma associação fácil No caso da música é uma tiração de sarro porque ele tomou um pé na bunda da mulher e está sendo feito de palhaço saca O lançamento do disco vai ser dentro de um circo né Como está sendo montada essa ideia Em todo o processo de escrita eu já pensava nisso No circo as pessoas vão viver aquilo de verdade Eu tô trabalhando muito no visual Vai ter atores trabalhando todos os convidados Vamos fazer uma interação bem visual Por que você resolveu colocar o álbum diretamente pra download gratuito Acha que o formato de CD e venda já está ultrapassado Eu vou fazer uma tiragem em CD mas só porque não tenho condição de fazer em vinil Quero lançar esse trabalho físico A música já está aí registrada A gente tem que encarar o rap como um mercado e acompanhando o rap lá fora Você vê que tem grandes álbuns saindo de gente nova como Curren y Cool Kids em formato de mixtapes lançadas na internet E eles ganham o mundo se tornando populares Então se eu lanço o CD e fico segurando o trabalho o primeiro cara que comprar vai jogar na internet e eu não vou conseguir a atenção que consegui com o download O que iria se dispersar em quantidades homeopáticas por meio das pessoas que fossem comprando ou de downloads piratas eu trago direto pro meu nome fazendo uma promoção maior Esse é o meu pensamento Quem gostar de verdade compra o CD Vou fazer uma tiragem a cinco reais e uma especial acompanhada de um livro e uma camiseta com preço justo E como estou com essa preocupação visual do show isso

    Original URL path: http://www.soma.am/noticia/doncesao--sejam-bem-vindos-ao-meu-circo (2012-12-22)
    Open archived version from archive

  • Macaco Bong . Mão Direita do Rock, Mão Esquerda do Jazz
    caras A gente gosta de Ray Charles Dave Mathews Band a Morbid Angel Canibal Corpse Adoro Pat Metheny mas considero esteticamente o Canibal Corpse uma das melhores bandas revela o guitarrista Essa geleia geral sonora chamou atenção do produtor Fabrício Nobre que em 2008 teve a ideia de organizar um show com Gilberto Gil acompanhado pelo instrumental do Macaco Bong Como Gil ainda era ministro da Cultura e estava com a agenda lotada o projeto foi abortado Alguns meses atrás o plano foi ressuscitado O Macaco Bong estreou com Gilberto Gil no show Futurível em novembro de 2010 O resultado do encontro foi intrigante alguns clássicos ganharam arranjos mais duros sem o suingue e a alegria dos originais o que explicitou o conteúdo melancólico antes encoberto pelo arranjo festivo de Aquele Abraço canção feita por Gil pouco antes de se exilar Quando fui criar esses arranjos procurei entender a letra ao máximo e passar isso no som que já é o que a gente faz no Macaco A gente não tem vocalista mas a guitarra é a voz que diz quando é melancolia quando é afeto conta Kayapy Embora não haja mais datas fechadas para esse show o pessoal do Macaco espera repetir a parceria com Gil mais vezes Tem uma ideia estética e um conceito no show A ideia é uma banda de rock tocando com o Gil o conceito é a representação de um processo histórico de renovação de construção de novas ordens teoriza Ynaiã E graças à internet e às tecnologias digitais essa nova ordem já está se formando no mundo artístico especialmente o musical como explica o baixista Ney Hugo Acabou a fórmula tanto na coisa de fazer o som fazer arte quanto na gestão de carreira Antes tinha formulazinha pagar jabá ir na rádio Hoje a gente tem festivais tem internet Com uma estrutura de rede ligando coletivos culturais e associações de música independente de todo o país não é mais imperativo o artista ter contrato com gravadora ou viver em uma metrópole O Macaco Bong é um ótimo exemplo desse processo de descentralização já que Ynaiã Kayapy e Ney se conheceram por meio do Espaço Cubo A ideia inicial do instituto era incentivar a música autoral em uma época em que o meio musical de Cuiabá estava dominado pelas infames bandas cover A iniciativa deu certo e logo o Cubo passou a abrigar outras manifestações artísticas como cinema e teatro Com um espaço para apresentações a Casa Fora do Eixo o festival Calango e um esquema bem organizado de troca de serviços entre músicos produtores técnicos de som fotógrafos etc o Cubo vem fomentando a cena cultural da capital mato grossense desde 2000 Os três integrantes do Macaco Bong trabalham no instituto Ynaiã com produção de eventos Bruno com sonorização e Ney na parte de comunicação e acreditam ser importante investir na cena local como defende Ynaiã Pra consolidar a carreira e até ter uma força maior se essa mudança para um grande centro

    Original URL path: http://www.soma.am/noticia/macaco-bong--mao-direita-do-rock%2c-mao-esquerda-do-jazz (2012-12-22)
    Open archived version from archive

  • Hallogallo . Kraut Para o Futuro
    futuro também vai ser diferente É ótimo ouvir alguém falar coisas boas sobre a minha música mas tento não levar isso tão a sério E agora tocando para plateias cheias de pessoas que não tinham nem nascido quando o Neu lançou seu primeiro disco você percebe melhor a influência do que vocês criaram O interesse pelo Neu e pelo Harmonia cresceu consideravelmente nos últimos anos Nos anos 80 ninguém parecia interessado em ouvir Neu ou Harmonia estávamos fora de moda Começou a ficar melhor a partir do meio dos anos 90 quando Julian Cope escritor e músico britânico ex líder do grupo Teardrop Explodes lançou o livro Krautrocksampler que fez com que pelo menos na Alemanha algumas pessoas de repente se sentissem orgulhosas da nossa música começassem a pensar sobre ela a perguntar por que esse cara está tão empolgado com esses alemães loucos risos Quando relançamos os três primeiros álbuns em 2001 muita coisa mudou Nos anos 70 existia essa ideia criada por jornalistas britânicos de que havia todo um movimento na Alemanha que eles chamavam de krautrock mas quando lemos entrevistas de músicos da época percebemos que não era algo assim tão amplo Para mim e para o Klaus existia a ideia de fazer algo completamente diferente do que qualquer outra pessoa estivesse fazendo não queríamos fazer parte de uma cena Nós queríamos ser únicos E para vocês Aaron e Steve como tem sido tocar com o Michael Steve É horrível risos Aaron É impossível trabalhar com ele risos Na verdade tem sido bem divertido poder viajar pelo mundo e tocar essa música que amamos Passamos mais tempo saindo jantando conhecendo as cidades do que em cima do palco Para um baterista deve ser um pouco desafiador não Steve Isso não é problema O Neu foi uma banda importante para pessoas da minha idade para as pessoas da idade do Aaron ele é um pouco mais novo Para muita gente o Neu pode ter sido tão importante quanto o Velvet Underground o Television os Stooges Essa música underground ajudou a formar muitas coisas que apareceram depois Às vezes estamos em algum lugar e ouvimos alguma música do Joy Division e eu acho que tenho que mostrar para o Michael Olha acho que esses caras eram grandes fãs do Neu risos Hoje em dia você tem mais noção do quanto o seu trabalho influenciou a música contemporânea Não é uma boa ideia se concentrar tanto em se sentir um herói ou uma lenda Às vezes as pessoas me perguntam como você se sente sendo uma lenda Se eu não fosse educado diria isso é idiotice Fico feliz em saber que a minha música segue influenciando as pessoas depois de tanto tempo mas sei que as coisas já foram diferentes e que o futuro também vai ser diferente É ótimo ouvir alguém falar coisas boas sobre a minha música mas tento não levar isso tão a sério Li em algumas entrevistas você afirmando que a sua relação com o Klaus

    Original URL path: http://www.soma.am/noticia/hallogallo--kraut-para-o-futuro (2012-12-22)
    Open archived version from archive

  • Daniel Tamenpi . Só Pedrada Musical
    vez Eu era um moleque meio politizado meu pai sempre foi do PT e tal E as letras do Mano Brown me bolaram ele lembra Começava ali um caminho sem volta pelas entranhas do rap que depois se ramificou exponencialmente Afetado pelos Racionais GOG e Thaíde ele só ouvia rap brasileiro Achava rap gringo uma merda risos Mudou de opinião anos depois quando ares mais esfumaçados trouxeram grupos como Cypress Hill e Wu Tang Clan Mas a virada mesmo veio em 96 quando ouvi The Roots Aquilo foi um soco na cara vi que o rap podia ser muito musical Dali em diante começou a reparar no trabalho dos DJs de hip hop e não demorou muito para decidir que era aquilo que queria fazer Vendeu a bateria comprou dois toca discos e começou a praticar em casa Aos poucos foi ganhando espaço como DJ na noite carioca Paralelamente a relação com as pickups intensificou mais ainda sua pesquisa musical E em seguida claro veio o Napster Imagina como era né Só existia internet discada e a gente tinha que entrar depois da meia noite Então eu varava noite atrás de música Em 2002 finalmente Tamenpi resolveu começar a desovar um pouco do que vinha descobrindo por conta própria Nascia ali o embrião do Só Pedrada Ainda não existiam blogs pra baixar música então abri um Fotolog onde eu colocava capas de disco ficha técnica e escrevia reviews Os anos passaram o Fotolog virou reduto de gente que gastava mais dinheiro com tinta de cabelo do que com discos mas Tamenpi seguiu em frente Comecei a frequentar blogs gringos e brasileiros como o Saravá Clube que abriu muito minha cabeça Era ótimo para procurar sample de disco Em 2006 a moda dos blogs para baixar música começava a pegar e o que mais chamava a atenção do então formando em jornalismo era a quantidade de blogs dedicados a gêneros específicos Ele decidiu então abrir a primeira versão do Só Pedrada adicionando links de downloads às resenhas Muita gente vinha pedir pra copiar meus discos aí eu botei tudo lá no blog O que era para ser uma coisa entre amigos ganhou proporções muito além das imaginadas o blog registra hoje algo entre 2 e 3 mil visitantes diários Só tomei uma noção do tamanho que tinha tomado quando mudei pra São Paulo As pessoas me reconheciam nas festas era sinistro A vinda para a capital paulista em 2008 foi um passo fundamental no caminho do homem pedrada No Rio eu ganhava uma merreca pra tocar o que eu odiava Aqui toco o que quero e ganho bem ele resume sem esquecer o papel fundamental que o DJ Primo teve no processo Além de me colocar no circuito o Primo fez toda a fita de eu vir pra cá me falou qual bairro era mais barato pra morar ajudou na mudança detalha E morreu 1 mês depois O choque o fez cogitar voltar para o Rio mas os amigos que tinha

    Original URL path: http://www.soma.am/noticia/daniel-tamenpi--so-pedrada-musical (2012-12-22)
    Open archived version from archive

  • Seleta . Eletrodomésticos
    sei bem porque estou sempre comprando trocando e vendendo para outros colecionadores do Brasil todo É um mercado bem ativo Qual objeto você procura para a sua coleção e não encontra Estou há um tempo buscando exatamente o amolador de facas para completar minha batedeira da Walita mas tá difícil Você também tentou desenvolver um boneco industrializado Como começou esse processo Sempre pintei quadros de bonecos coloridos com a temática punk skate etc e logo passei a modelá los primeiro em epóxi e depois em biscuit técnica que vi na Ana Maria Braga Comecei a vendê los principalmente dois gatinhos trepando pintados com tinta fosforescente Eles vendiam bem Isso bem antes da onda da toy art Como resolveu produzir o boneco em vinil Eu havia desenvolvido alguns personagens para a campanha publicitária de uma indústria de medicamentos e eles gostaram tanto dos bonecos que pediram para que eu produzisse em série Assim tive que aprender o processo de produção industrial de brindes em vinil Quando surgiu o conceito de toy art no Brasil eu já não aguentava mais fazer manualmente meus bonecos porque os pedidos aumentaram e foi então que conheci o Munny boneco em vinil que pode ser customizado e resolvi fazer o Fooze utilizando o mesmo conceito Vendi meu carro e alguns eletrodomésticos da minha coleção e mandei fazer o molde em uma indústria que fabricava brindes Produzi trezentos bonecos inicialmente Você ganhou dinheiro com a venda deles Distribuí os bonecos em algumas lojas Até que para a minha surpresa em uma delas o dono me falou que já haviam oferecido o mesmo boneco para revender por um preço bem mais baixo que o meu Foi então que percebi que a fábrica estava usando o meu molde e vendendo o meu boneco por aí Fui pirateado Modelei e paguei o molde para eles Hoje brigo na Justiça para reaver meu molde e ser indenizado mas essa história ainda deve se arrastar por um bom tempo Parecer do dr Jacob Pinheiro Goldberg A Revolução Industrial criou uma relação curiosa entre a pessoa e o mundo do produto fabricado em série e que se torna especialmente marcante no caso do eletrodoméstico que virou um objeto imprescindível quase uma extensão da pessoa dentro de casa Algumas pessoas não se desfazem de seus eletrodomésticos antigos nem ao menos em favor de uma tecnologia mais moderna e qualificada porque desenvolvem carinho e amor pelos aparelhos A mesma relação entre a pessoa e o produto fabricado é a que impulsiona determinados indivíduos a se tornar empreendedores Fabricar produtos pode ser extremamente desanimador quando se percebe os descompassos e desencontros do mercado Tudo isso gera frustrações que de forma nenhuma porém devem ser encaradas como derrotas tags eletrodomésticos seleta mentalozz mais lidas desta edição 23 MAI JUN 11 1 As Relíquias de Luísa Ritter 2 Orelha Negra A Viagem Instrumental Portuguesa 3 Koudlam O Mundo Não é o Bastante 4 VBERKVLT 5 Jarbas Mariz Psicodelia For All somacast 1 Melhores 2012 Discos de lá 2

    Original URL path: http://www.soma.am/noticia/seleta--eletrodomesticos (2012-12-22)
    Open archived version from archive